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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Fonte que secou

Mote de António Botto / Glosa de António Pires / Filipe Pinto *fado meia-noite*
Repertório de Rodrigo


Meus olhos que por alguém
Deram lágrimas sem fim
Já não choram por ninguém
Basta que chorem por mim


Lembram fonte que secou / Meus olhos entristecidos
Lembram rios ressequidos / Onde a vida se acabou
São a flor que murchou / Num desprezado jardim
São coisas chegando ao fim / São cores que já nem cor têm 

Meus olhos que por alguém
Deram lágrimas sem fim

Eu sofri perdidamente / Numa paixão esquecida
E passei anos de vida / Como a morrer lentamente
E meus olhos, fielmente / Perderam seu brilho assim
Até que agora por fim / É por vingança, ainda bem

Já não choram por ninguém 
Basta que chorem por mim