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Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO em parceria com RÁDIO MIRA

RÁDIO apadrinhada pelo mestre *RODRIGO*

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AS LETRAS PUBLICADAS REFEREM A FONTE DE EXTRAÇÃO, OU SEJA: NEM SEMPRE SÃO MENCIONADOS OS LEGÍTIMOS CRIADORES
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ATINGIDO ESTE VALOR // QUE ME FAZ SENTIR HONRADO // CONTINUO, COM AMOR // A SER SERVIDOR DO FADO
POIS MESMO DESAGRADANDO // A TROIANOS MALDIZENTES // OS GREGOS VÃO APOIANDO // E VÃO FICANDO CONTENTES
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Fado do Ribatejo

Alberto Barbosa, J.Galhardo A.do Vale e V.Santana / Raúl Ferrão
Versão do repertório de Madalena Iglésias 
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Criação de Mirita Casimiro na operte *Ribatejo*
Teatro Variedades 1939
Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia
Livro *Poetas Populares do Fado-Canção
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Já não percorro contente 
Os campos da minha terra 
Já nem me aquece a luz quente 
Das tardes de sol da terra 

Fugiu-me o sol da ventura 
Do céu da minha ilusão 
E a voz de Deus, noite escura
Caiu no meu coração 

Oh Ribatejo, pai do meu Tejo 
Já te não vejo sempre a cantar 
Teus horizontes, rios e fontes 
Prados e montes, sinto a chorar 
Toda a beleza da natureza 
Acho tristeza desolação 
omo acho negro o destino 
Porque o campino está na prisão 

Vivendo a rir mal sabia 
Que o riso é primo da mágoa 
E tem a santa alegria 
Das gentes da borda d'água 

O amor de mãe que dá tudo 
E só nos ensina o prazer 
Foi já na escola da vida 
Que eu aprendi a sofrer


Mirita Casimiro era filha e neta de cavaleiros tauromáquicos. 

O avô foi Manuel Casimiro e o pai, o não menos famoso José Casimiro. 

Deve ter-se sentido particularmente à-vontade numa opereta
com o título *Ribatejo* na qual criou este fado. 

Os versos «Porque o campino / Está na prisão» poderão parecer algo enigmáticos
mas reflectem apenas uma situação do enredo da opereta.