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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Moleira dos longos olhos

Vicente da Camara / Branco Rodrigues
Repertório de Vicente de Câmara

Ora como roda a roda da velha azenha
Olha como volta e anda sempre a voltear
Lá vão com ela rodando sem mais parar
Os pensamentos que no seu girar apanha

À sua porta sentada lá está fiando
A moleirinha que o seu fuso faz girar
E com o fuso também faz rodopiar
Os belos sonhos que ela tem vindo sonhando

À sua volta tudo roda e rodopia
Até a brisa suas tranças despenteia
E entre as mós os belos sonhos porque anseia
Saem desfeitos como o grão se desfaria

Mas oh moleira, uma estrada sem abrolhos
É como azenha que não tenha movimento
É pois chegado esse natural momento
De abrires p'rá vida teus belos e longos olhos