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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Azenha velhinha

Letra e musica de Frederico de Brito
Repertório de Manuel de Almeida


Aquela azenha velhinha
Na margem da ribeirinha
Que por vales serpenteia;
Foi testemunha impassível
Da tragédia mais horrível
Que houvera na minha aldeia

Naquela noite de inverno
O céu parecia um inferno / Estavam os astros em guerra
E a ribeira mal sustinha
A grande cheia que vinha / Pelas vertentes da serra

Vendo a ribeira a subir
O moleiro quis fugir / Levando o filho nos braços
Pela ponte carcomida
Já velhinha e ressequida / A desfazer-se em pedaços

Mas ai, a ponte quebrou-se
E o moleiro como fosse / Na cheia da ribeirinha
Levou o filho consigo
E nunca mais moeu trigo / Aquela azenha velhinha