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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.365 LETRAS <> 2.266.500 VISITAS <> SETEMBRO 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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Conta errada

Jorge Rosa / Alberto Simões Lopes *fado dois tons*
Repertório de Mariana Silva

Contei que tu aparecesses
E nas contas que deitei
Contando que tu viesses
Com teus cartinhos contei

Contei as horas daquela / Ãnsia louca de te ver
E fui contar prá janela / Contando ver-te aperecer

Contei as estrelas do céu / Contei as pedras da rua
E mil sombras contei eu / Sem contar a sombra tua

Contei-as de ponta a ponta / As contas do meu colar
E a contar não dei por conta / De ver a manhã chegar

Sempre contei que tu desses / Conta, da falta que achei
Pois que tu não apareceses / Confesso que não contei


Dois mistérios rodeiam esta letra:
Primeiro, o texto acima transcrito é o que consta do registo de obra na Sociedade Portuguesa de Autores.
Porém, Amália Rodrigues e todas as fadistas que interpretam este fado não cantam a primeira estrofe 
al como está registada, mas desta forma:

Aprendi a fazer contas / Na escola, de tenra idade.
Foi mais tarde, ainda às tontas, / Que fiz contas com alguém.
Eu e tu, naquela ermida / Somámos felicidade.

Mas um dia fui seguida.
Que traições que tem a vida, / Que horas más que a vida tem
Tinha um homem, fui tentada
Somei-lhe outro, conta errada / Fiz a prova, não fiz bem.

O segundo mistério é a declaração de registo conter ainda uma última estrofe  à qual, pela estrutura, faltam
os quatro versos iniciais, supondo-se a intenção de serem substituídos por um solo instrumental.
Contudo, os oito versos restantes seguem de muito perto o conteúdo dos últimos oito versos da estrofe
hoje cantada como remate. 
Seria uma alternativa para escolha posterior do autor? Ou seria para a intérprete decidir qual a do seu maior agrado?
E quem terá modificado os versos que, hoje em dia, são cantados no início, não constando da declaração de registo de obra?