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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

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Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

Conta errada

Jorge Rosa / Alberto Simões Lopes *fado dois tons*
Repertório de Mariana Silva

Contei que tu aparecesses
E nas contas que deitei
Contando que tu viesses
Com teus cartinhos contei

Contei as horas daquela / Ãnsia louca de te ver
E fui contar prá janela / Contando ver-te aperecer

Contei as estrelas do céu / Contei as pedras da rua
E mil sombras contei eu / Sem contar a sombra tua

Contei-as de ponta a ponta / As contas do meu colar
E a contar não dei por conta / De ver a manhã chegar

Sempre contei que tu desses / Conta, da falta que achei
Pois que tu não apareceses / Confesso que não contei


Dois mistérios rodeiam esta letra:
Primeiro, o texto acima transcrito é o que consta do registo de obra na Sociedade Portuguesa de Autores.
Porém, Amália Rodrigues e todas as fadistas que interpretam este fado não cantam a primeira estrofe 
al como está registada, mas desta forma:

Aprendi a fazer contas / Na escola, de tenra idade.
Foi mais tarde, ainda às tontas, / Que fiz contas com alguém.
Eu e tu, naquela ermida / Somámos felicidade.

Mas um dia fui seguida.
Que traições que tem a vida, / Que horas más que a vida tem
Tinha um homem, fui tentada
Somei-lhe outro, conta errada / Fiz a prova, não fiz bem.

O segundo mistério é a declaração de registo conter ainda uma última estrofe  à qual, pela estrutura, faltam
os quatro versos iniciais, supondo-se a intenção de serem substituídos por um solo instrumental.
Contudo, os oito versos restantes seguem de muito perto o conteúdo dos últimos oito versos da estrofe
hoje cantada como remate. 
Seria uma alternativa para escolha posterior do autor? Ou seria para a intérprete decidir qual a do seu maior agrado?
E quem terá modificado os versos que, hoje em dia, são cantados no início, não constando da declaração de registo de obra?