- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO em parceria com RÁDIO MIRA

RÁDIO apadrinhada pelo mestre *RODRIGO*

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
AS LETRAS PUBLICADAS REFEREM A FONTE DE EXTRAÇÃO, OU SEJA: NEM SEMPRE SÃO MENCIONADOS OS LEGÍTIMOS CRIADORES
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ATINGIDO ESTE VALOR // QUE ME FAZ SENTIR HONRADO // CONTINUO, COM AMOR // A SER SERVIDOR DO FADO
POIS MESMO DESAGRADANDO // A TROIANOS MALDIZENTES // OS GREGOS VÃO APOIANDO // E VÃO FICANDO CONTENTES
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
6.690 LETRAS PUBLICADAS <> 2.679.000 VISITAS < > 01 FEVEREIRO 2023
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O que eu te dou

Mote de Eduardo Silvestre do Amaral / Glosa de António Amargo
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informaçâo credivel
Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia
Livro *Poetas Populares do Fado-Tradicional*

Dou-te o meu corpo e os meus beijos
Apenas por meia hora
Há mais quem tenha desejos
Entra, paga e vai-te embora


Pretendes o meu amor / Que há tanto tempo já dei
Há tanto que até nem sei / A quem o dei com fervor
Não posso nem por favor / Entre náuseas e bocejos
Dar-te sequer os sobejos / Do meu amor verdadeiro
Mas, como quero dinheiro
Dou-te o meu corpo e os meus beijos

É tudo o que posso dar / Do meu cadáver exangue
Destes restos do meu sangue / Que ando a mercadejar
Todo o que me quer comprar / E os meus préstimos implora
Tem logo ali sem demora / O que não nego a nenhum
Entrego-me a cada um
Apenas por meia hora

Achas pouco e eu, francamente / Acho que é de mais, talvez
A quem se dá tanta vez / Sem se dar inteiramente
Para uma ilusão dormente / Em que não vibram harpejos
Nem há divinos lampejos / A meia hora é bastante
Serve-te e passa adiante
Há mais quem tenha desejos

Há mais quem queira o que queres / Há tanto freguês, há tanto
Que me compra o meu encanto / Como compra outras mulheres
Mas, enfim, se me preferes / Se me desejas agora
Eis a escrava que te explora / E não quer saber quem sejas
Se é o meu corpo que desejas
Entra, paga e vai-te embora