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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Inácio

José Luís Gordo / Arménio de Melo
Repertório de Lúcio Bamond

Inácio caminha sózinho
Olhando p'rás oliveiras
Onde o azeite era o vinho
E as estradas a poeira

Inácio, que boa gente
De vidas feitas ao calha
Uns vivem num mar de oiro
E o utros num mar de palha

Conhece todas as luas, os sis, todos os tempos
O cantar dos rouxinóis, a melodia dos ventos
A chuva, o calor, o verão, o inverno rigoroso
A estrada de Santago onde deitava o repouso

E assim há tantos Inácios
Domingos e tantos outros
Nos Alentejos da vida
Cavalos velhos são potros

Não tinha mulher nem filhos
Não tinha casa nem nada
E dos campos dos seus trilhos
Fazia a sua morada