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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Fadinho a dois

Letra e música: António Alvarinho
Intérprete: Al-Mouraria


Do fado seu segredo quis saber
Perguntei a um fadista do passado
Nas margens do Mondego foi nascer
Na voz de um cantor apaixonado;
Nas margens do Mondego foi nascer
Nos braços do Choupal foi embalado

Cada bairro de Lisboa tem seu fado
Cada tasca tem seu Conde Vimioso
Na viela, um parzinho enamorado
Bate um fado num gingar de corpo airoso;
Na viela, um parzinho enamorado
Faz um fado em tom menor, que é mais gostoso

Fadinho a um, fadinho a dois
Está bem assim, melhor depois
Tu cá, tu lá neste fadinho lado a lado
Ora vejam lá como este fado é bem cantado
Fadinho a um, fadinho a dois
Está bem assim, melhor depois
Tu cá, tu lá neste fadinho lado a lado
Num fado a um, entra mais um, são dois num fado

Promessas de amor feitas ao luar
Ditas ao coração a alma sente
Como posso meu amor eu te deixar
Se o meu fado é amar-te loucamente;
Como posso meu amor eu te deixar
Se o meu fado é amar-te loucamente

Este fado que me fala ao coração
Com duas fadistas lado a lado
Digam lá se tenho ou não tenho razão
Se há um fado melhor do que este fado;
Digam se tenho ou não tenho razão
Eu cá p'ra mim, isto é assim, isto é que é fado