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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Cheira a Lisboa

César D'Oliveira / Carlos Dias
Repertório de Anita Guerreiro

Lisboa já tem sol e cheira a lua
Quando nasce a madrugada sorrateira
E o primeiro eléctrico da rua
Faz coro c'oa chinela na Ribeira

Se chove, cheira a terra prometida
Procissões têm cheiro a rosmaninho
E na tasca da viela mais escondida
Cheira a iscas com elas e a vinho

Um craveiro numa água furtada
Cheira bem... c
heira a Lisboa
Uma rosa a florir na tapada
Cheira bem... c
heira a Lisboa
A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiro de flor e de mar

Lisboa cheira aos cafés do Rossio
E o fado cheira sempre a solidão
Cheira a castanha assada, se faz frio
Cheira a fruta madura, quando é verão

Nos lábios há o cheiro dum sorriso
Manjerico, tem um cheiro de cantigas
E os rapazes perdem o juízo
Quando lhes dá o cheiro a raparigas