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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Janela pobre

Carlos Conde / F. dos Santos e/ou Salvador Gomes
Repertório de Gil Costa 
*Esta versão foi confirmada pelo próprio intérprete*

Julguei que ela fosse minha
Quando a vi de aspecto fino
Debruçada à janelinha
Do rés-do-chão pequenino

Que momentos de loucura
Em passei junto à janela
Que ficava à minha altura
E à altura dos lábios dela

Janela pobre, luz de amor nobre, altar de ideais
Moldura antiga, da rapariga, que eu gostei mais
A própria vida, mesmo vivida, cheia de encanto
Não é mais bela, do que a janela, que eu amei tanto

Há tempos deixei de vê-la
A morte não traz perdão
Eu chorei junto à janela
Desse humilde rés-do-chão

Por desgraça dela e minha
Roguei pragas ao destino
Por fechar a janelinha
Do rés-do-chão pequenino