Letra de Carlos Baleia
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
O verde do teu olha
É faiscante promessa
Que me anda a fulminar
E que meu corpo atravessa
Ai, que verde tão medonho
Por tanta beleza ter
Nesses teus olhos de sonho
Em que me sinto morrer
Não me olhes, não me fites
Põe entre nós a lonjura
Passa ao largo, não hesites
Deixa p’ra mim a procura
Eu quero que o medo avance
Nesta contradição sem nome
Com olhos ao teu alcance
Que de ti, matem a fome
E que esse verde raio
Que Verne não conheceu
Não faça de mim lacaio
Para amar tudo o que é teu
Que o faiscar dos teus olhos
Seja um verde de ternura
Que desapareçam escolhos
E acabe a minha procura
Nesse rezar tão insano
De incertezas tão cheio
Assim vivo, ano a ano
Entre a esperança e o receio