- - - - - - - - - -

Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira
° Caro visitante, existe 1 minuto de interregno entre a identificação dos intérpretes °
Loading ...

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

- - - - - - - - - - - - - - - -

Pesquisa.

Eu lembro-me de ti

Linhares Barbosa / Alfredo Duarte
Repertório de Alfredo Marceneiro

Eu lembro-me de ti, chamavas-te saudade
Vivias num moinho, ao cimo dum outeiro
Tamanquinha no pé, lenço posto à vontade
Nesse tempo eras tu, a filha dum moleiro

Eu lembro-me de ti, passavas para a fonte
Pousando num quadril, o cântaro de barro
Imitavas em graça, a cotovia insonte
E mugias o gado, até encheres o tarro

Eu lembro-me de ti, que às vezes a farinha
Vestia-te de branco, e parecias então
Uma virgem gentil, que fosse à capelinha
Num dia de manhã, fazer a comunhão

Eu lembro-me de ti, e fico-me aturdido
Ao ver-te pela rua, em gargalhadas francas
Pretendo confundir, a pele do teu vestido
Com a sedosa lã, das ovelhinhas brancas

Eu lembro-me de ti, ao ver-te num casino
Descarada a fumar, luxuoso cigarro
Fecho os olhos e vejo, o teu busto franzino
Com o avental da cor, e o cântaro de barro

Eu lembro-me de ti, quando no torvelinho
Da dança sensual, passas louca rolando
Eu sonho eu fantasio, e vejo o teu moínho
Que bailava também, ao vento, assobiando

Eu lembro-me de ti, e fico-me a cismar
Que o nome de Lucy, que tens, não é verdade
Que saudades eu tenho, e leio no teu olhar
A saudade que tens, de quando eras saudade