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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.585 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Olhos fatais *Marceneiro*

Henrique Rego / Alfredo Marceneiro *fado bailado*
Repertório de Alfredo Marceneiro

Que sorte que Deus me deu
E que sempre hei-de lembrar
Embora não seja ateu
Julguei encontrar o céu
Na expressão do teu olhar

Neste mundo mar de escolhos / Unindo os nossos destinos
E nesta vida d’abrolhos
Para mim, teus lindos olhos / Eram dois céus pequeninos

No espelho do teu olhar / Vi dois céus em miniatura
E
para mais me encantar
Ia-se neles mirar / A minha própria ventura

E tão mística atração / Tinha o teu olhar profundo 
Que em sua doce expressão
Eram um manto de perdão / Sobre as misérias do mundo

Mas deitaste-me ao deserto / Deste mundo enganador
Hoje o teu olhar incerto
Já não é um livro aberto / Em que eu lia o teu amor

Enganaste os olhos meus / Nunca mais te quero ver
Meus olhos dizem-te adeus
Teus olhos não são dois céus / São dois infernos a arder


Coração p’ra amar a fundo / Outro coração requer
Se há tanta mulher no mundo
Vou dar este amor profundo / Ao amor doutra mulher