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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.365 LETRAS <> 2.245.800 VISITAS <> AGOSTO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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Olhos fatais

Armando Neves / Alfredo Marceneiro *fado bailado*
Repertório de Alfredo Marceneiro


Que sorte que Deus me deu
Que p'ra sempre hei-de lembrar
Embora não seja ateu
Julguei encontrar o céu
Na expressão do teu olhar

Mas deitaste-me ao deserto / Neste mundo enganador
Hoje o teu olhar incerto / Já não é um livro aberto
Onde eu lia o teu amor

Enganaste os olhos meus / Nunca mais te quero ver
Meus olhos dizem-te adeus / Teus olhos não são dois céus
São dois infernos a arder

Coração p’ra amar a fundo / Outro coração requer
Se há tanta mulher no mundo / Vou dar este amor profundo
Ao amor doutra mulher
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Versão Original
Do livro *Poetas do Fado Tradicional* 
De: Daniel Gouveia e Francisco Mendes

Que sorte que Deus me deu
E que sempre hei-de lembrar
Embora não seja ateu
Julguei encontrar o céu
Na expressão do teu olhar

Neste mundo, mar de escolhos / Unimos nossos destinos
E nesta vida de abrolhos / Para mim teus lindos olhos
Eram dois céus pequeninos

No espelho do teu olhar / Vi dois céus em miniatura
E para mais me encantar / Vão-se neles mirar
A minha própria ventura

E tão mística atracção / Tinha o teu olhar profundo
Que em sua doce expressão / Era um manto de perdão
Sobre as misérias do mundo

Mas deitaste-me ao deserto / Deste mundo enganador
Pois o teu olhar incerto / Já não é um livro aberto
Em que eu lia o teu amor

Enganaste os olhos meus / Nunca mais te quero ver
Meus olhos dizem-te adeus / Teus olhos não são dois céus
São dois infernos a arder

Coração para amar a fundo / Outro coração requer
Se há tanta mulher no mundo / Vou dar este amor profundo
Ao amor doutra mulher