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<> Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo brasileiro* 1921/1997
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Zé ninguém

César de Oliveira / Nuno Nazareth Fernandes
Repertório de António Mourão 

Nos pés um sapato já muito calçado
No corpo a camisa que um outro sujou
Fumando um cigarro já muito fumado
Conversa dum sonho que nunca sonhou

Co’a fúria da esperança, o mundo conquista
O rio, a montanha, que vence num salto
E fala em silêncio, pra não dar nas vistas
Dos outros que passam e que falam d’alto

Zé ninguém
Desperta Zé ninguém
Encara o mal e o bem à gargalhada
Zé ninguém
Desperta Zé ninguém
P’ra um homem ser alguém não custa nada

Não fica com honra nem nome, na história
Nem nome de rua terá, que se veja
Será indiferente, vazio de memória
Um homem sem Deus, benza-o Deus, salvo seja

Ele é um profeta de pouca importância
Inventa mulheres numa cama impossível
Brinquedo dos outros, um drama à distância
É carne, é osso, e é quase invisível