As 5.156 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores !!!
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
<> POR FAVOR, alerte-me para qualquer erro que encontre <>
<> Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
* Por motivos alheios à minha vontade, o motor de busca nem sempre responde satisfatóriamente *

* A seleção alfabética é da responsabilidade da blogspot !!!
* Caso necessite de ajuda envie a sua mensagem para: fadopoesia@gmail.com *
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


O remorso

João Linhares Barbosa / Alfredo Duarte *marcha do marceneiro*
Repertório de Alfredo Marceneiro

Batem-me à porta, quem é?
Ninguém responde... que medo
Que eu tenho de abrir a porta
Deu meia-noite na Sé
Quem virá tanto em segredo
Acordar-me a hora morta?

Batem de novo, meu Deus! / Quem é, tem pressa de entrar
E eu sem luz, nada se vê
A Lua fugiu dos céus / Nem uma estrela a brilhar
Batem-me à porta, quem é?

Quem é? quem é? que pretende? / Não abro a porta a ninguém
Não abro a porta,´inda é cedo
Talvez seja algum doente / Ou um fantasma, porém
Ninguém responde, que medo

Será o fantasma dela / Da que matei, não o creio!
A vida, a morte que importa

Se espreitasse pela janela / Jesus! Jesus, que receio
Que eu tenho de abrir a porta

Feia Noite de Natal / A esta hora o Deus Menino
Já nasceu na Nazaré
Não há perdão para meu mal / Calou-se o Galo, e o sino
Deu meia-noite na Sé

Continuam a bater / Decerto que é a Justiça
P’ra conduzir-me ao degredo
Matei, tenho de morrer / Oh! minha alma assustadiça
Quem virá tanto em segredo?

Seja quem for, é um esforço / Vou-me entregar que tormento
Que me vence e desconforta
Ninguém bateu! Oh! remorso / Não é ninguém, é o vento
Acordar-me a hora morta