- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO em parceria com RÁDIO MIRA

RÁDIO apadrinhada pelo mestre *RODRIGO*

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
AS LETRAS PUBLICADAS REFEREM A FONTE DE EXTRAÇÃO, OU SEJA: NEM SEMPRE SÃO MENCIONADOS OS LEGÍTIMOS CRIADORES
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ATINGIDO ESTE VALOR // QUE ME FAZ SENTIR HONRADO // CONTINUO, COM AMOR // A SER SERVIDOR DO FADO
POIS MESMO DESAGRADANDO // A TROIANOS MALDIZENTES // OS GREGOS VÃO APOIANDO // E VÃO FICANDO CONTENTES
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
6.525 LETRAS PUBLICADAS <> 2.572.800 VISITAS < > SETEMBRO 2022
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

A luz do Castelo Picão

Artur Soares Pereira / Popular *fado das horas*
Repertório de Daniel Gouveia
Este tema aparece com o títiulo *Maria da Luz* no livro
Poetas do Fado Tradicional de:Daniel Gouveia e Francisco Mendes

No velho bairro de Alfama
Em tempos que já lá vão
Tive uma gaja da trama
A Luz do Castelo Picão

A Luz era uma gaiata / Filha de um beijo qualquer
Mais tarde foi a mulher / Que eu cantei em serenata
À luz do luar da prata / Vi o seu olhar em chama
Com a luz que ele derrama / O meu peito iluminei
Nessa noite em que a beijei
No velho bairro de Alfama

Comprei logo uma samarra / Calças à boca de sino
Cantei o Alexandrino / Acompanhado à guitarra
Depois entrei numa farra / Quis armar-me em fanfarrão
Mas fui parar à prisão / Por ter naifado um rufia
Só p’ra mostrar valentia
Em tempos que já lá vão

Na Rua de São Miguel / Onde a ia namorar
À Luz, alguém foi chibar / Que eu parava num bordel
Ela armou tal aranzel / Que se ouviu em toda a Alfama
Mas um fadista com fama / Tem de ter uma rameira
E na Rua da Regueira
Tive uma gaja da trama

E quando a Luz se apagou / Na Rua do Paraíso
Quase perdi o juízo / E toda a Alfama a chorou
Aquela que tanto amou / Este fraco rufião
Fez de mim um valentão / E nisso tenho vaidade
Mas eu choro de saudade
A Luz, do Castelo Picão