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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.365 LETRAS <> 2.245.800 VISITAS <> AGOSTO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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Agora é que é

Letra e músia de Pedro Abrunhosa
Repertório de Ana Moura 

Faltam palavras p'ra loucura do momento
Alguém mentiu no juramento / Alguém nos trouxe este pesar
Salvem as pratas pela porta do jumento
Já não temos muito tempo / E ainda havemos de dançar

Não houve balas nem vontade de atirá-las
Não faltam bate-palas / A quem nos traz tanto penar
Houve promessas e agora faltam peças
Levam louças e sanefas / Cuidado, querem voltar

Agora é que é, agora é que é
Ou fazemos malas ou fazemos marcha à ré
Agora é que é, agora é que é
Ide lá buscá-las e quem caiu ponha-se em pé

Houve canasta e uma gente muito casta
Um ar sisudo é quanto basta / Cair nas graças da vizinha
Vinham de fato engomado na gravata
À mesa com quatro facas / E uns alarves na cozinha

E houve festa de gente que se detesta
Eu não tenho um T na testa / Que bem os via na vidinha
Foi-se a saúde com os galãs de Hollywood
Maracas e alaúde / E agora toca a dançar

Já não me lembro se foi num dia de Setembro
Já nem sei se era membro / Ou se lá estava por azar
Abram as comportas que frio vem dessa porta
Tanta gente a dar a volta / E o baile vai começar!

Veio a justiça, chegou à cavalariça
Ao cavalo ninguém atiça / Não vá o chão empinar
Fizeram frete de apreender o canivete
Com o sabre ninguém se mete / Há tanta história p'ra contar

Chegou a fome de tirar a quem não come
De vender até o nome / Por tuta e meia e um jantar
Virar faisões, comprar porta-aviões
Vou ali contar tostões / Ai que vontade de mandar