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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

E viemos nascidos do mar

Letra e música de Fausto Bordalo Dias
Repertório de Ana Moura

E muito se espantam da nossa brancura, entretanto
E muito pasmavam de olhar, olhos claros assim
Palpavam as mãos e os braços e outras partes, portanto
Esfregavam de cuspo minha pele para ver ser era, enfim

Uma tinta, ou se era de estampa uma carne tão branca
Vendo assim que era branco o meu corpo e a brancura de então
Extasiam e muito se pasmam de todo em admiração

E eramos bancos de assombro e nascidos do mar plas naus
Guiados pelos ventos do céu e pelo voo das aves


Eles escodem as suas vergonhas cobertas de estopa
E eram grandes e gordos e baços, enxutos, os pretos
Pelas ventosidades confundem traseiros e bocas
Tapam aquelas, e estas dobram calafetos

E os mais pardos lá vão quase nús, vão ao léu gabirús
E de tetas até á cintura há mulheres crepitantes
Tão desnudas maneiam na dança o seu corpo dançante