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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Canta comigo Lisboa

Carlos Mendonça / Tiago Simões
Repertório de Bruno Igrejas 

Alfama acordou cedo e bem disposta
Vaidosa dum passado muito nobre
Vestiu a blusa azul de que ela gosta
Por ser da cor do céu com que se cobre

Nos ombros pôs o seu xaile dourado
Que o Tejo d’algas verdes lhe bordou
E com andar mimoso e saltitado
Saiu prá rua e então feliz cantou

Canta comigo Lisboa
Cidade boa de antiga fama
Canta comigo cidade
Toda a verdade que há em alfama
Canta comigo Lisboa
Que o amor entoa esta canção
Hoje o bairro vai prá a rua
Dançar à lua de arco e balão

Alfama veio prá rua em sobressalto
Alegre e bem vivinha da costa
Correu às ruas, foi ao Bairro Alto
Cantar-lhe o fado castiço que ela gosta

O bairro logo ali lhe pediu namoro
Mas vaidosa, ela lhe disse que não
E num piscar de olhos muito mouro
Disse que ao Tejo dera seu coração