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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Voz do Tejo

António Avelar Pinto / Rão Kyao
Repertório de Manuel de Almeida 

Há uma voz que vem de longe e me acompanha
Essa voz que só eu sinto e é tão estranha
Uma voz de mel vem pairando sobre o mar
É o triste canto do meu jeito antigo
Como um barco a procurar porto de abrigo
Um povo a partir já chorando por voltar

É a voz do Tejo
Que me traz tanta saudade
Desse meu desejo
Que deixei na despedida
E a voz do Tejo
A voz do fado e da cidade
Que foi minha mãe
Minha madrasta e minha vida


Há uma voz que vem no voo duma gaivota
Essa voz que erguia velas de fragata
Uma voz que vai, vai mas sem me abandonar
É a triste companheira de viagem
Doze cordas de guitarra de coragem
Um povo a partir e a cantar o verbo amar