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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.500 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Noites de Alfama

Frederico de Brito / Armandinho *alexandrino antigo*
Repertório de Manuel Dias

Eu fui p’la noite fora até à velha Alfama
A própria luz da lua acompanhou meus passos
As sombras do Castelo, orgulho da Moirama
Estendiam para mim os seus enormes braços

Em baixo, o velho Tejo, um lago de ilusão
Mostrava aos seus batéis o negro carregado
A voz não sei de quem falou-me ao coração
Então, não sei porquê, pus-me a cantar o fado

Passei à velha Sé, corri Alfama inteira
E ali, de rua em rua, andei sempre a cantar
Até que fui parar à Rua da Regueira
Que à noite, as ruas são regueiras de luar

Minha pobre guitarra andava como louca
Talvez por se encontrar no bairro de mais fama
Enquanto a minha voz, assim cansada e rouca
Ia arrastando o fado ali na velha Alfama