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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Noites de Alfama

Frederico de Brito / Armandinho *alexandrino antigo*
Repertório de Manuel Dias

Eu fui p’la noite fora até à velha Alfama
A própria luz da lua acompanhou meus passos
As sombras do Castelo, orgulho da Moirama
Estendiam para mim os seus enormes braços

Em baixo, o velho Tejo, um lago de ilusão
Mostrava aos seus batéis o negro carregado
A voz não sei de quem falou-me ao coração
Então, não sei porquê, pus-me a cantar o fado

Passei à velha Sé, corri Alfama inteira
E ali, de rua em rua, andei sempre a cantar
Até que fui parar à Rua da Regueira
Que à noite, as ruas são regueiras de luar

Minha pobre guitarra andava como louca
Talvez por se encontrar no bairro de mais fama
Enquanto a minha voz, assim cansada e rouca
Ia arrastando o fado ali na velha Alfama