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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

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Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

Gente vulgar

Tiago Torres da Silva / Alzira Espíndola
Repertório de Maria João Quadros

Sei que o fado só tem voz entre gente como nós
Gente vulgar
E que o fado é uma cantiga que só abriga
Gente vulgar
Sei que o fado aconteceu entre gente como eu
Gente vulgar
E que ele só se demora nas ruas aonde mora
Gente vulgar

O fado não tem peneiras / Nem a mania que é chique
Se o trancam nas Amoreiras / Foge p’ra Campo de Ourique

O fado não se governa / Com fidalgos e burgueses
Prefere andar na taverna / E beber demais, ás vezes

O fado não tem rotina / Nem hora p’ra recolher
Adormece em cada esquina / Nos braços duma mulher

O fado não usa aigrettes / Nem gosta de pôr gravata
E nunca o vi fazer fretes / Nem andar com gente chata

O fado não tem vaidade / E se o prendem num salão
Ele morre de saudade / Da Rua do Capelão

O fado nunca socorre / A quem cantando o maltrata
Pois por um fado que morre / Há sempre um fado que mata