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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

À janela da vida

Carlos Conde / Alfredo Duarte 
Repertório de Alfredo Marceneiro 

P’ra ver quanta fé perdida 
Quanta miséria sem par 
Há neste orbe atroz, ruim
Pus-me à janela da vida 
E alonguei o meu olhar 
P’lo vasto mundo sem fim 

Pus todo o meu sentimento
Na mágoa que não se aparta / Do que mais nos desconsola
E assim, a cada momento
Vi buçais comendo à farta / E génios pedindo esmola

Vi muita vez a razão 
Por muitos posta de rastos / E a mentira em viva chama 
Até por triste irrisão 
Vi nulidades nos astros / E vi ciências na lama 

Vi dar aos ladrões, valores 
Vi sentimentos perdidos / Nas que passam por honradas 
Vi cinismos vencedores
Muitos heróis esquecidos / E vaidades medalhadas
 
Vi, no torpor mais imundo
Profundas crenças caindo / E maldições ascendendo 
Tudo vi, por esse mundo 
Vi miseráveis subindo / E homens honrados descendo 

Por isso, afirmo, conciso 
Que, p’ra na vida ter sorte / Não basta a fé decidida 
P’ra ser feliz, é preciso 
Ser canalha até à morte / Ou não pensar mais na vida