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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.365 LETRAS <> 2.310.000 VISITAS <> OUTUBRO 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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O cacilheiro

Ary dos Santos / Paulo de Carvalho
Repertório de Carlos do Carmo

Lá vai no mar da palha o cacilheiro
Comboio de Lisboa sobre a água
Cacilhas e Seixal, Montijo mais Barreiro
Pouco Tejo, pouco Tejo e muita mágoa

Na ponte passam carros e turistas
Iguais a todos que há no mundo inteiro
Mas embora mais caras, a ponte não tem vistas
Como as dos peitoris do cacilheiro

Leva namorados, marujos, soldados e trabalhadores
E parte dum cais que cheira a jornais, morangos e flores
Regressa contente, levou muita gente e nunca se cansa
Parece um barquinho lançado no Tejo por uma criança

Num carreirinho aberto pela espuma
Lá vai o cacilheiro, Tejo à solta
E as ruas de Lisboa, sem ter pressa nenhuma
Tiraram um bilhete de ida e volta

Alfama, Madragoa, Bairro Alto
Tu cá-tu lá num barco de brincar
Metade de Lisboa à espera do asfalto
E já meia saudade a navegar

Se um dia o cacilheiro for embora
Fica mais triste o coração da água
E o povo de Lisboa dirá, como quem chora
Pouco Tejo, pouco Tejo e muita mágoa