<> Canal de rádio criado em homenagem a RODRIGO <>
Clique na imagem e oiça Fados

<> <> <>
As 5.850 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.

<> <> <>
Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

<> <> <>
Use o motor de busca *barra de links* para pesquisa rápida e fácil <> Em caso de dificuldade não hesite em contactar <> fadopoesia@gmail.com

Aquele fadista ignorado

Silveste José / Armando Freire *alexandrino do estoril*
Repertório de José Guerreiro

Houve um fadista antigo, que só ouvi cantar
Canções todas ligadas, ao sítio onde nasceu
O fado que ele cantou, nem sequer trautear
Escutei uma só vez, porque ele mo escondeu

Cantava lindamente, de modo sóbrio e vário
Alguns bem conhecidos, fados do Marceneiro
Usou fato de ganga, a farda do operário
Era o fado vadio, na voz de um serralheiro

Desse fadista antigo, seu fado eu ignorava
Um ano e outro passa, lembro com devoção
Por isso vou cantando, assim como ele gostava
O peso da saudade, baila no meu coração

Fazer com ele dueto, não me calhou em sorte
Tinha sido bonito, cantarmos lado a lado
Há muito que partiu, ao encontro da morte
Fiquei com a herança, dele, minha e do fado