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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Depressa, vem depressa

Diogo Clemente / Manuel Mendes
Repertório de André Vaz 

Depressa, vem depressa ter comigo
Antes que eu escreva aquilo que não quero
Beijos que ficam dores, o quadro antigo
Que impele teimosamente ao desespero

Depressa, com a força das marés
Banha-me a praia, salga a minha areia
P’ra que eu esqueça do amor o seu revés
E a voz suave e rouca da sereia

Depressa, vem beijar-me como dantes
Guarda-me a alma, sou eu que te chamo
Falei co’a solidão há uns instantes
E tanto ódio te tenho, como te amo

Depressa, leva a dor do pensamento
Que assim que eu te abraçar já não interessa
O tudo que hoje quero é o momento
Depressa meu amor, vem mais depressa