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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.530 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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A moldura dos meus olhos

Carlos Conde / Túlio Pereira da Silva
Repertório de Manuel Fernandes

Quando ela chega à janela
Logo o olhar dela tudo alumia
Seus olhos são dois faróis
Que lembram sois durante o dia

No Bairro Alto onde mora
Ela que adora goivos, roseiras
É a graça, a formusura
Duma moldura de trepadeiras

Naquele primeiro andar
Da Travessa da Queimada
Mora a luz do meu olhar
Nos olhos da minha amada
O seu olhar encantador
Vivo, travesso, ladino
São duas rimas do amor
No fado do meu destino

Sem ela a noite persiste
Tem luz mais triste, cor mais sombria
Pois é quando o olhar dela
Chega à janela, que nasce o dia

Andou na marcha, bailou
Dançou, cantou fados, canções
E eu durante a noite toda
Dancei à roda de dois balões