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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.365 LETRAS <> 2.266.500 VISITAS <> SETEMBRO 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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Fado do Zé ninguém

Alberto Barbosa / José Galhardo / Vasco Santana / Raúl Portela 
Repertório de Max
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Criação de Estevão Amarante no filme Maria Papoila. 
Cinema São Luiz, em 1937
Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia
Livro *Poetas Populares do Fado-Canção*

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Soldado que foste às sortes 
Vai p’ró quartel, não te importes 
Que lá, ninguém te faz mal 
Não tremas, que não te comem 
Vais aprender a ser homem
P’ra defenderes Portugal 

Se Deus quiser 
Ainda hás-de voltar à terra 
Mas se tiveres que ir p’ra guerra
Não esqueças que és português 
É teu dever 
Saber morrer como um forte 
Não tenhas medo da morte
Que só se morre uma vez 

Ó Zé ninguém que és militar 
Se a terra-mãe tu queres honrar 
Segue o exemplo dum soldado com ralé 
Que morreu e está num templo
Mas ninguém sabe quem é 

Soldado, lá na trincheira 
Se vires o porta-bandeira
Tombar com ela no chão 
Levanta-a logo, soldado 
No trapo verde-encarnado
Tu tens a pátria na mão 

Que a pátria vem 
Nessa bandeira imponente 
Da cor do sol, do poente
Da cor do mar e da esperança 
Defende-a bem
P’ra isso tens a espingarda 
E vestes aquela farda
Com que vencemos em França


Mais um fado emblemático de uma época de transição entre duas guerras, uma delas 
expressamente recordada por nela ter entrado Portugal (1914-1918), e nas vésperas 
de outra já pressentida, mas da qual Portugal se manteve afastado, em 
«neutralidade colaborante» (1939-1945). 

Nunca fiando, preparava-se os mancebos com fados destes, sem dúvida 
de forte cunho galvanizante.