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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

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* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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É ou não é

Letra e musica de Aberto Janes
Repertório de Amália

É ou não é que o trabalho dignifica 
É assim que nos explica 
O rifão que nunca falha 
É ou não é que disto, toda a verdade 
É que só por dignidade 
No mundo ninguém trabalha 

É ou não é que o povo nos diz que não 
Que o nariz não é feição 
Seja grande ou delicado 
No meio da cara tem por força que se ver 
Mesmo a quem não o meter 
Aonde não é chamado 

Digam lá se é assim ou não é 
Ai não não é... ai não não é 
Digam lá se é assim ou não é 
Ai não não é... pois é 

É ou não é que um velho que á rua saia 
Pensa (ao ver a mini-saia)
Que este mundo está perdido 
Mas se voltasse agora a ser rapazote 
Acharia que o saiote 
É muitissimo comprido 

É ou não é bondosa a humanidade 
Todos sabem que a bondade 
É que faz ganhar a céu 
Mas a verdade nua sem salamaleque 
É que tive de aprender, é que 
Ai de mim se não for eu
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Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia
Livro *Poetas Populares do Fado-Canção*

Versão não encontrada na Internet, mas com a mesma música. Esta versão é uma
variante jocosa, do mesmo autor, ao seu anterior êxito com o mesmo título.

É ou não é, que o «dar de beber à dor»
É o motivo ao dispor para andar de grão na asa
Diz a mulher ao marido – sim senhor
A dares de beber à dor
Vens sempre aos esses p’ra casa

Responde aquele, meio a rir e meio a sério
Para que é esse despautérioe  tanta ferocidade
Fica sabendo que beber e conseguir fazer ésses sem cair
É já grande habilidade

Digam lá se é – assim ou não é
Ai não, não é – ai não, não é
Digam lá se é – assim ou não é
Ai não, não é – pois é


É ou não, é q
ue um velho que à rua saia
Pensa ao ver a mini-saia "este mundo está perdido"
Mas se voltasse de repente a rapazote
Acharia que o saiote é muitíssimo comprido

É ou não, é que faz confusão à gente
O talento de repente com isto da nova era
Aborreceu-se de que não pudessem vê-lo
E transformasse em cabelo comprido e até em pera

É ou não é, com reforma ou sem reforma
Não tinha aparecido a forma para o povo estudar mais
O Totobola, nisso foi o mais famoso
Fez o país estudioso da fronteira até Cascais

É ou não é, bondosa a Humanidade
Todos sabem que a bondade éque faz ganhar o céu
Mas a verdade nua sem salamaleque
Que tive de aprender é que
Ai de mim se não for eu


Da declaração de registo de obra na SECTP, 14/10/1968.