- - - - - - - - - -

Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira
° Caro visitante, existe 1 minuto de interregno entre a identificação dos intérpretes °
Loading ...

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ FEVEREIRO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

- - - - - - - - - - - - - - - -

Pesquisa.

O ardinita

Mote popular / Glosa de Linhares Barbosa / Popular *fado corrido*
Repertório de Fernando Maurício

Óh minha mãe, minha mãe
Óh minha mãe minha amada
Quem tem uma mãe tem tudo
Quem não tem mãe, não tem nada

O ardinita, o João / Levantou-se muito ledo
Porque tinha que estar cedo / À porta da redação
Trincou um naco de pão / Que lhe soube muito bem
Antes de partir, porém / Beija a mãe adormecida
E disse: cá vou à vida
Óh minha mãe, minha mãe

A mãe com todo o carinho / Deitou-lhe a bênção, beijou-o
E depois aconselhou / Sempre muito juizinho
Toma conta no caminho / Não fumes, não jogues nada
Pode ficar descansada / Diz ele, prá iludir
E tornou-se a despedir
Óh minha mãe, minha amada

Cruzou toda a Madragoa / Satisfeito a assobiar
Uma marcha popular / Do Santo João em Lisboa
Nisto pensou; é tão boa / A minha mãe... e contudo
Como a engano, a iludo / E lhe minto, coitadinha
Gramo tanto essa velhinha
Quem tem uma mãe tem tudo

Neste calão repelente / Da gíria da malandragem
Existe um quê de homenagem / Nessa boquita inocente
Marcha pró jornal, contente / Sempre d’alma levantada
E como o calão lhe agrada / Repete, como eu a gramo
Tanto lhe quero, tanto a amo
Quem não tem mãe não não nada