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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Fado reguila

Carlos Manuel Marques
Repertório de António Mourão 

Fado reguila da última fila
Que fala e protesta a gritar
Fado mendigo que diz “ai amigo”
Pedir é melhor que roubar;
Fado bigode e emblema
Ai fado nas praias ao sol
Fado da gema que não diz poema
Que sabe melhor futebol

Fado, fado, fado, fado alegre, Zé ninguém
Fado, velho fado, nunca a vida te quis bem
Fado reguila que nunca se atila
Que passa por mal educado
Ai fado, refila, que a malta ‘inda está do teu lado

Fado rufia, calão sempre em dia
A falar no passado às garotas
Fado brigão, que só diz palavrão
E entra em casa com lama nas botas
Fado do tinto, imperial
Ai bica, cigarro, bagaço
Fado que joga e afinal
O dinheiro p’ra tal, nem parece ser escasso

Fado, fado, fado, fado alegre, Zé ninguém
Fado, velho fado, nunca a vida te quis bem
Fado da rua que vês mulher nua
Cowboys, malandrice, kung-fu
Fado, recua que é tempo de veres quem és tu

Fado que não tem saúde
Ai fado que quer é comer
Fado que é simples e rude
Que na juventude não pôde aprender

Fado, fado, fado, fado alegre, Zé ninguém
Fado, velho fado, nunca a vida te quis bem
Fado vadio que tremes de frio
Que sentes a fome a chegar
Fado vazio de tudo o que seja sonhar