- - - - - - - - - -

- - - - - - - - - -
- - - - - - - - - -

° Caro visitante, existe 1 minuto de interregno entre a identificação dos intérpretes °
Loading ...

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

6.170 LETRAS PUBLICADAS // 2.000.000 VISITAS // DEZEMBRO 2020

Atingido este valor // Que me faz sentir honrado // Continuo, com amor // A ser servidor do fado.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que nao constam do índice.

Caso encontre alguma avise-me, por favor.

Se não encontra o Fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

História do quadrilheiro

*História do quadrilheiro Manuel Domingos Louzeiro*
António Aleixo / José Niza
Repertório de Adrianao Correia de Oliveira

Já lá vai preso o ladrão
Que em toda a parte aparecia
Contam-se mais de um milhão
De roubos que ele fazia


Meus senhores vão ouvir / A história do quadrilheiro
Manuel Domingos Louzeiro / Que foi a pena cumprir
Enquanto alguém de Salir / Num primor de descrição
Lhe chama até "Lampeão" / Mas, salirenses honrados
Podeis dormir descansados
Que lá foi preso o ladrão

P’las coisas que o povo diz / O tal Domingos tem sido
P’ra uns, terrível bandido / P’ra outros, grande infeliz
Mas eu, sem querer ser juiz / Vi que ele se despedia
Da mulher com quem vivia / Numa amizade sincera
E não vi nele a tal fera
Que em toda a parte aparecia

Desse rei dos criminosos / Direi aos que o conheceram
Poucos crimes apareceram / E poucos são os queixosos
Apenas alguns medrosos / Terrível fama lhe dão
Para a justiça só são / Os seus crimes dois ou três
Mas coisas que ele não fez
Contam-se mais de um milhão

Por alguns sítios passava / Onde há só gente honradinha
Que roubava à vontadinha / E que ninguém acusava
Tudo Domingos pagava / E ele às vezes nem sabia
Que à sua sombra vivia / Gente que passa por justa
Fazendo crimes à custa
Dos roubos que ele fazia