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Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo
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Ali então

Sophia de Mello Breyner Anderson / João Braga
Repertório de João Braga

Ali então em pleno mundo antigo 
À sombra do cipreste e da videira
Olhando o longo tremular do mar
Num silêncio de luas e de trigo

Como se a morte a dor o tempo a sorte
Não nos tivessem nunca acontecido

Em nossas mãos a pausa há-de poisar
Como o luar que poisa nas videiras
E em frente ao longo tremular do mar
Num perfume de vinho e de roseiras


A sombra da videira há-de poisar
Em nossas mãos e havemos de habitar
O silêncio das luas e do trigo
No instante ameaçado e prometido

E os poemas serão o próprio ar
Canto de ser inteiro e reunido
Tudo será tão próximo do mar 
Como o primeiro dia conhecido