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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.365 LETRAS <> 2.245.800 VISITAS <> AGOSTO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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Na Ribeira

Daniel Gouveia / Popular *fado corrido*
Repertório de Daniel Gouveia

Já noite alta, na Ribeira
Adormecida ao luar
Uma guitarra fagueira
Sozinha, pôs-se a trinar

Deram quatro badaladas / Ninguém se via no cais
Um gato, como os demais / Em cautelosas passadas
Entre as canastras tombadas / Furtivamente se esgueira
Em remadas de canseira / Uma canoa varou
Nela o pescador ficou
Já noite alta, na Ribeira

Pouco a pouco, um borborinho / Uma algazarra crescente
Fez crer que havia mais gente / Àquela hora a caminho
Era um grupo comezinho / De gente moça a folgar
Com guitarras a tocar / Que à canoa se encostou
Nem no velho reparou
Adormecido ao luar

Levantou-se o pescador / E disse: deixem-se estar
Só é pena eu não tocar / Como toquei, a rigor
Mas deixem ver, por favor / Se esta mão, já mal certeira
Por pescar a vida inteira / Ainda assim me consente
Dedilhar, saudosamente
Uma guitarra fagueira

Nada se ouviu, não mexeram / Aqueles dedos curtidos
Dos olhos, humedecidos / P'lo que as saudades trouxeram
Duas lágrimas correram / P’ra na guitarra tombar
E, qual história de encantar / Ante a turba embevecida
A guitarra, de sentida
Sozinha, pôs-se a trinar