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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Este fado de nós mesmo

Fernando Campos de Castro / Acácio Gomes *fado acácio*
Repertório de Alzira Afonso

Há fados que a gente canta
Que não saem da garganta
Mas do mais fundo de nós
Palavras que são verdade
Como um sopro de saudade
Dum grito que não tem voz

Há fados como um abraço
Com duas mãos de cansaço / Que se abrem à ternura
São estrelas que lançamos
Quando sozinhos erramos / Por dentro da noite escura

Há fados que a gente sente
E se tornam de repente / Num fado igual a nenhum
São regresso e despedida
Que são pedaços de vida / Do fado de cada um

Há fados na noite calma
Que nos sossegam a alma / E que cantamos a esmo
São sonhos que nos sustentam
E que aos poucos alimentam / Este fado de nós mesmo