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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Cabaré

Henrique Rego / Alfredo Duarte *fado cabaré*
Repertório de Alfredo Marceneiro

Foi num cabaré de feira, ruidoso
Que uma vez ouvi cantar, um comovido
Uma canção de rameira, sem ter gozo
Que depois me fez chorar, bem sentido

Era a canção da alegria, couplé novo
Mas a pobre que a cantava, eu bem a vi
Naquela noite sorria, para o povo
E ao mesmo tempo chorava, para si

É que a linda cantadeira, tão formosa
Mais linda do que ninguém, certamente
Sentia a dor traiçoeira, rancorosa
A magoar-lhe o peito de mãe, cruelmente

Tinha um filhinho doente, quase à morte
E a pobre ganhava a vida, só de fel
Cantando a rir tristemente, por má sorte
Uma canção de perdida, bem cruel