Carlos
Baleia / Daniel Gouveia
Repertório
de Daniel Gouveia
Se
tu fosses como eu queria
Em vez de seres como és
Decerto
te adoraria
E cairia a teus pés;
Serias
dona do mundo
Se o mundo me pertencesse
E
até um amor profundo
Talvez a ti, te oferecesse;
Bastaria
um só olhar
Um sorriso, uma ternura
P’rá
vida se transformar
Em duradoura ventura
Mas, tu, tirana, és
cruel, és indiferente
E soberana assim
passas entre a gente
Segues sem ver,
altiva no teu andar
Todo este querer que
eu guardo para te dar
E nesse andar onde
pisas sentimentos
Não há pesar, por
desgostos ou tormentos
Mas
um dia tarde ou cedo
Quando o amor te atingir
Decerto
sentirás medo
Ou vontade de fugir;
E
rezo aos santos amigos
Que eu seja disso culpado
Desejando-te
castigos
Pelo desprezo que tens dado;
Castigos
que a mim te prendam
Correntes que não desatem
Beijos
que me surpreendam
Ou carícias que me matem
Pois
tu, tirana, tão cruel e indiferente
A
tal soberana que nem via a outra gente;
Hás-de
perder o estilo do teu pisar
E
merecer o amor que posso dar;
E
encantada com vida de nova cor
Por mim chamada, correrás para o amor