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Este espaço foi criado <> Com grande dedicação <> Por alguém que faz do fado <> A sua religião.

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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Lisboa mudou

Letra e música de Helder do Ó
Repertório do autor

Sobre Lisboa, meu amor, vou-te contar
A tradição que se perdeu desta cidade
Os seus pregões já não se ouvem no ar
Da sua história ficou apenas saudade

Que é do teu fado vadio, pelas tabernas
Que é dos marujos, outrora navegadores
Que é dos fadistas, dos rufias de melenas
E das fragatas, dos arrais, dos pescadores

Mas mesmo assim és um poema que eu invejo
És a gaivota que ainda põe voz na Ribeira
És um poeta que se inspira no rio Tejo
Tu és princesa e das cidades a primeira

Da velha Bica, só resta a escadaria
No Bairro Alto já não se cantam as trovas
E há missangas a vender, na Mouraia
Na Madragoa, em vez de fado, há bossa-nova

Os teus mercados tão velhinhos das peixeiras
Foram trocados por centros comerciais
Do casario baixinho e rude, hoje há Taveiras
E carroças a gizalhar, já não há mais