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6.200 LETRAS PUBLICADAS // 2.028.600 VISITAS // Janeiro 2020

Atingido este valor // Que me faz sentir honrado // Continuo, com amor // A ser servidor do fado.

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Poema da malta das naus

António Gedeão / Paulo Valentim
Repertório de Kátia Guerreiro

Lancei ao mar um madeiro
Espetei-lhe um pau e um lençol
Com palpite marinheiro
Medi a altura do sol

Com a mão esquerda benzi-me / Com a direita esganei
Mil vezes no chão, bati-me / Outras mil me levantei

Dormi no dorso das vagas / Pasmei na orla das praias
Arreneguei, roguei pragas / Mordi pelouros e zagaias

Tremi no escuro da selva / Alambique de suores
Estendi na areia e na relva  / Mulheres de todas as cores

Moldei as chaves do mundo  / A que outros chamaram seu
Mas quem mergulhou no fundo  / Do sonho, esse, fui eu

O meu sabor é diferente / Provo-me e saibo-me a sal
Não se nasce impunemente / Nas praias de Portugal