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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Velas brancas

José de Vanconcellos e Sá / António Pinto Basto
Repertório de António Pinto Basto 

Não baloiça a barcaça já no cais
Nas pedras, a saúda, o tempo morno
Não navega a carcaça nunca mais
A morte são destroços sem retorno

Mil milhas navegou a favor e contra o vento
Muitas vidas salvou porque não recusou
Dar vida no momento

No azul velas brancas tão heróicas
Na solidão de agora se apodrecem
Brancura de batalhas muito estóicas
São lágrimas que os risos nunca esquecem

Madeira enegrecida nas ondas do sargaço
Ossada ressequida, um corpo teve vida
Não tem hoje um abraço

Fora das rotas nada mais lhe resta
Das barcaças em rumo, nem adeus
Relembra então no molho em fim de festa
As memórias dos sonhos que eram seus

O jovem não entende, há nas almas destreza
Uma luz quando acende, brilhante, incandescente
Não fica um dia acesa