Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Quando a alma sofre tanto
Que nem todo o nosso pranto
Dilui a dor um bocado
É que chegámos ao muro
Chamado fim do futuro
É que chegámos ao muro
Chamado fim do futuro
E princípio do passado
Daí p’ra lá o que resta
É o tempo que não presta
Daí p’ra lá o que resta
É o tempo que não presta
Da vida que Deus nos deu
Quem vive sem ilusões
Sem amor, sem emoções
Quem vive sem ilusões
Sem amor, sem emoções
Anda vivo e já morreu
Quando se é novo
O choro disfarça o sofrer
Mas com o rodar dos anos
Vai perdendo esse poder
Pois quando a água
Dos olhos de cada um
Está saturada de mágoa
Já não tem poder algum
O pedacinho de vida
Duma lágrima caída
Quando se é novo
O choro disfarça o sofrer
Mas com o rodar dos anos
Vai perdendo esse poder
Pois quando a água
Dos olhos de cada um
Está saturada de mágoa
Já não tem poder algum
O pedacinho de vida
Duma lágrima caída
Dos novos tem o condão
De levar a amargura
As penas da desventura
De levar a amargura
As penas da desventura
P’ra fora do coração
Com o caminhar dos anos
Na estrada dos desenganos
Com o caminhar dos anos
Na estrada dos desenganos
E no sentir duma dor
Parece que o pranto faz
Com que a dor seja capaz
Parece que o pranto faz
Com que a dor seja capaz
De ser ainda maior