... e porque nem só de fado vive a alma portuguesa ...

*encontrará neste blogue letras de algumas canções que merecem ser perpetuadas*
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Tenho vindo a publicar letras (de autores que já partiram) sem indicação de intérpretes ou compositores na esperança de obter informações detalhadas sobre os temas.
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As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: por falta de informação nem sempre são mencionados os criadores dos temas aqui apresentados.
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O condão do pranto

Letra de Alberto Janes
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.


Quando a alma sofre tanto
Que nem todo o nosso pranto 
Dilui a dor um bocado
É que chegámos ao muro
Chamado fim do futuro 
E princípio do passado

Daí p’ra lá o que resta
É o tempo que não presta 
Da vida que Deus nos deu
Quem vive sem ilusões
Sem amor, sem emoções 
Anda vivo e já morreu

Quando se é novo
O choro disfarça o sofrer
Mas com o rodar dos anos
Vai perdendo esse poder
Pois quando a água
Dos olhos de cada um
Está saturada de mágoa
Já não tem poder algum


O pedacinho de vida
Duma lágrima caída 
Dos novos tem o condão
De levar a amargura
As penas da desventura 
P’ra fora do coração

Com o caminhar dos anos
Na estrada dos desenganos
E no sentir duma dor
Parece que o pranto faz
Com que a dor seja capaz
De ser ainda maior