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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.485 LETRAS <> 2.524.500 VISITAS <> JULHO 2022 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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Venho de um tempo

Letra e musica de Hélder Moutinho
Repertório do autor

Venho de um tempo onde o tempo não havia
Quando o azul do céu não nos queimava
E a noite, antes de ser noite era dia
E a tarde antes de ser, nunca tardava

Venho de um tempo onde toda a solidão
Não se sabia, meu amor, não se sabia
Era mais clara a cor agreste da paixão
E a desventura não havia, não havia

Tenho um poema que não quero revelar
Seara brava, lua cheia, quem me dera
Breve novembro onde encontrei o teu olhar
Para me perder de uma só vez na primavera

Rasguei o medo de viver, rasguei a sorte
Provei o fel das minhas mágoas e fracassos
Pedi à vida para viver até à morte
Pedi à morte para matar os meus cansaços

Não inventei de uma só vez esta distãncia
Não entendi de uma só vez o entendimento
A nossa vida é muito mais que a nossa infãncia
A nossa morte é muito mais que o sofrimento

Tenho um poema que te quero revelar
Seara brava, lua cheia, quem me dera
Breve novembro onde encontrei o teu olhar
Para me perder de uma só vez na primavera