- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Loading ...

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.305 LETRAS <> 2.180.000 VISITAS <> JUNHO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Fadinho da comida

António Avelar Pinho / Nuno Rodrigues
Repertório de: Tonicha

Quem me dera o velho gosto do cozido
Como dantes se fazia
Quando a gente enchia o nosso próprio enchido
Ai que bem que me sabia, como dantes se fazia

Quem me dera ainda aquele pão caseiro
Que bom cheiro que ele tinha
Quando a gente então passava p'lo padeiro
de manhã, de manhãzinha

Ai que gosto que a comida tinha outrora
Ai que gosto nos dava então comê-la
Porque agora em vez de gosto tem um preço
Que por subir de hora a hora
Já nem dá vontade vê-la

Quem me dera que a batata ainda tivesse
Sendo nova o gosto antigo
E ao casar com o bacalhau então pudesse
A gente cá chamar-lhe um figo, ao gosto antigo

Quem me dera ter alfaces bem verdinhas
Mas são quasi clandestinas
Pois agora nestas hortas alfacinhas
só lá cheira a pesticidas.

Quem me dera que soubesse o carapau
Como dantes me sabia
E pensar que agora sei já não ser mau
Não saber a porcaria, como dantes não sabia

Quem me dera fosse puro o meu azeite
Como era antigamente
Quando a vaca já nem gosto põe no leite
Com franqueza, francamente