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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Demos as mãos

Ary dos Santos / Martinho d’Assunção
Repertório de Maria Amélia Proença

Demos as mãos e tudo ficou diferente
A tristeza mais ausente
A amizade mais intensa
Demos as mãos e o futuro foi presente
Naquela ternura imensa
Que faz a gente ser gente

Demos as mãos e senti as tuas veias
Movediças como areias
Latejando no meu pulso
Demos as mãos e a carne ficou cativa
Naquele primeiro impulso
Que faz a gente estar viva

Demos as mãos e aconteceu a vida
Vida própria e desmedida
Vida à nossa dimensão
Demos as mãos e começou a subida
Do coração à cabeça
Da cabeça ao coração

Demos as mãos e morremos devagar
No amar e odiar
Dos amantes perseguidos
Demos as mãos e ficamos no lugar
Das rosas por despertar
No relógio dos sentidos