- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.365 LETRAS <> 2.266.500 VISITAS <> SETEMBRO 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Um fado para Stuart

César de Oliveira / Henrique Santana / Nóbrega e Sousa
Versão do repertório de Fernando Batista

-
Criação de Cidália Moreira na revista *Não deites fogutes*
Teatro Variedades 1980
Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia
Livro *Poetas Populares do Fado-Canção*
-
Gato do fado vadio
Das tascas, do carrascão
Cantaste o velho Rossio, mas a carvão
A flor a luzir no colete
Boémio da noite e do dia
Pobrete mas alegrete da Mouraria

Pintaste a tinto e branco esta cidade tua
Assim como quem beija a velha amiga
Os mundos vagabundos a passear na rua
E as mulheres do Bairro Alto com uma rosa na liga
Pintaste esta cidade toda com dois traços
Em restos de cartão, ou papel sujo
Trocavas p'lo sabor de dois bagaços
O cantor pobre da esquina, uma varina, ou um marujo


Foste a Lisboa chinela
Que tem ordem de despejo
Do prédio tosco da viela que sabe a Tejo
Malandro com os olhos nas pernas
De uma costureira bem boa
Desenhada pelas tabernas da Madragoa
- - -
- - 
-
Pintaste num chafariz água a correr de saudade
Toda a miséria feliz desta cidade.
Velhotes que tiram os retratos
Canastra que cedo apregoa
Peixe p’ra gente e p’rós gatos cá de Lisboa.



É necessário conhecer a figura de Stuart Carvalhais (1887-1961) para apreciar quão fiel
e poética é esta homenagem em verso.

Súmula do artista boémio e noctívago, com acentuado pendor para a bebida, Stuart desenhou
Lisboa, caricaturou os lisboetas, sobretudo as lisboetas, desde as madrugadoras varinas
(casou com uma delas), às tímidas criadas-de-servir, passando pelas mulheres de vida
tão nocturna como a sua, fossem honestas fadistas ou raparigas de aluguer.

Ganhou dois prémios internacionais, em Itália e Espanha, e o prémio de pintur
Domingos Sequeira, do SNI, em 1948. Foi o introdutor em Portugal das
«histórias aos quadradinhos» (nesse tempo ainda não se dizia banda desenhada).

No teatro foi cenógrafo e figurinista. Realizou um filme, O Condenado.

Improvisador e sempre curto de dinheiro, desenhava em tudo
(guardanapos, papel de embrulho, tampas de caixotes) e com tudo
(tintas, café, vinho, paus de fósforo).

Ilustrou centenas de capas de discos, cujos originais se perderam no incêndio
do Chiado de 1988, pois estavam arquivados na editora Valentim de Carvalho
nas instalações da Rua Nova do Almada.