- - - - - - - - - -

- - - - - - - - - -
- - - - - - - - - -

° Caro visitante, existe 1 minuto de interregno entre a identificação dos intérpretes °
Loading ...

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

6.240 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.053.000 VISITAS /*/ FEVEREIRO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

.

Crónica

Vasco Graça Moura / José Campos e Sousa
Repertório de António Pinto Basto 

Eram barcos e barcos que largavan
Fez-se dessa matéria a nossa vida
Marujos e soldados que embarcavam
E gente que chorava à despedida

Ficamos sempre, ou quase, ou por um triz
Correndo atrás das sombras inseguras
Sempre a sonhar com Índias e Brasis
E a descobrir as próprias desventuras

Memória avermelhada dos corais
Com sangue e sofrimento amalgamados
Se rasga escuridões e temporais
Traz-nos também nas algas enredados

E ganhou-se e perdeu-se a navegar
Por má fortuna e vento repentino
E o tempo foi passando devagar
Tão devagar nas rodas do destino

Que, ou nós nos encontramos, ou então
Ficamos uma vez mais à deriva
Neste canto que é nosso próprio chão
Sem que o canto sequer nos sobreviva