- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Loading ...

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.305 LETRAS <> 2.180.000 VISITAS <> JUNHO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Retrato dum alfacinha sub-urbano

José Niza / Popular *fado corrido*
Repertório de Carlos Zel

Olha lá, ó alfacinha / Dos centros comerciais
Dos hamburguers, da roupinha / E de outras coisas fatais

Não conheces o país / Nunca foste a Portugal
Nem mergulhaste o nariz / Nas praias do Litoral

E nunca ouviste o silêncio / Nos confins do Alentejo
Nem saíste de Lisboa / Nem sabes onde é o Tejo

Nem viveste uma matança / Numa aldeia branca, remota
De um porco de confiança / Só engordado a bolota

Compras o que não precisas / Com dinheiro que não tens
Mas já tens o telefone / Que a televisão te vendeu

Ás missa tu dizes não / E ninguém te beatifica
Ou ruges como um leão / Ou rezas pelo Benfica

Também vais á discoteca / Com esse teu ar parolo
Peruca sobre a careca / Fazer figura de tolo

Trabalhas que nem um cão / E ainda por cima, és mal pago
Tu só vês televisão / Vendes a alma ao diabo

Deves ir ao oculista / P’ra te pôr lentes melhores
A ver se vês Portuagl / E todos os seus primores

Queres um conselho d’amigo / De experiência bem vivida?
Deixa o joio, guarda o trigo / Começa a viver a vida