- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Loading ...

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.305 LETRAS <> 2.220.000 VISITAS <> JULHO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Um homem na cidade

Ary dos Santos / José Luís Tinoco
Repertório de Carlos do Carmo

Agarro a madrugada / Como se fosse uma criança
Uma roseira entrelaçada / Uma videira de esperança
Tal qual o corpo da cidade / Que manhã cedo ensaia a dança
De quem por força da vontade / De trabalhar nunca se cansa

Vou pela rua desa lua
Que no meu Tejo acende o cio
Vou por Lisboa, maré nua
Que desagua no Rossio

Eu sou o homem na cidade / Que manhã cedo acorda e canta
E por amar a liberdade / Com a cidade se levanta
Vou pela estrada deslumbrada / Da lua cheia de Lisboa
Até que a lua apaixonada / Cresça na vela da canoa

Sou a gaivota que derrota
Todo o mau tempo no mar alto
Eu sou o homem que transporta
A maré povo em sobressalto

E quando agarro a madrugada / Colho a manhã como uma flor
Á beira mágoa desfolhada / Um malmequer azul na côr
O malmequer da liberdade / Que bem me quer como ninguém
O malmequer desta cidade / Que me quer bem, que me quer bem

Nas minhas mãos, a madrugada
Abriu a flor de Abril também
A flor sem medo, perfumada
Com o aroma que o mar tem;
Flor de Lisboa tão amada
Que mal me quis, que me quer bem