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Este espaço foi criado <> Com grande dedicação <> Por alguém que faz do fado <> A sua religião.

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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Fadusmente

Manuel Delindro / Jaime Santos *fado alfacinha*
Repertório de Manuel Delindro

O teu corpo ardentemente
Quando pelo meu passou
Foi fogacho incandescente
Que uma fogueira ateou

Teu corpo suavemente / Em montanhas de veludo
Sem palavras disse tudo / Ao meu corpo docemente

Teu corpo languidamente / Sobre o leito e, desnudado
Disse-me tão loucamente / Faz do meu fado o teu fado

O teu corpo bruscamente / Foi nuvem de solidão
E o meu corpo friamente / Perdeu toda a ilusão

Teu corpo ansiosamente / Qual maré de tempestade
Alterou-se, e de repente / Tornou-se realidade

O teu corpo estranhamente / Em meu porto se atracou
Meu corpo, não foi bom porto / E um grande amor naufragou