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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Este poema

Fernanda Maria / Adelino dos Santos
Repertório de Fernanda Maria

Não queiras saber de mim
Deixa-me entregue à bebida / Deixa-me a vida viver
Estou cansada desta vida
Estou cansada, estou vencida / Estou cansada de sofrer

Chorei, chorei 
Triste fiquei  sozinha depois
Bebi, bebi 
Sofri, sofri, sofremos os dois
Senti ciúme
Chorei, sofri a noite inteira
Fumei, fumei
Pensei, pensei desta maneira

Volta amor e vem depressa / Desejo ver-te chegar
Desejo voltar à vida / E nunca mais te deixar

Sinto os meus olhos chorar
Ao escrever este poema / Canto de choro, solidão
Tristeza, dor foi o lema
Nossa vida foi o tema / Desta minha inspiração